sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

uma vida para chamar de sua.

Eu vejo as trevas em mim,
vejo dia virar noite a noite virar dia, e nada muda. assim constante,
inconstante eu sou, posso ser.
hoje sou choro, dor e lastima.

e no fundo de minhas entranhas,
procuro resgatar algo que não existe, que, se perdeu, morreu.
condenada pela rotina fui, vomitada ao mundo sem um manual de
sobrevivência. nem a garantia de uma vida me concederam, fui cuspida ao mundo no momento mais errôneo, pelo menos para mim.

um exército vendado, cegos à própria maneira, a cada circunstância.
querem que eu o integre, não o farei.
hoje eu vivo pela sombra, ando por ela, e ainda faço dela parte de mim.
a cada dia eu perco muito mais nesse vazio, que nomeiam corpo.
mais perdida, aquela que nomeiam alma.

sim, eu quero uma vida para chamar de minha, eu quero aquele amor, que é só meu.


Vc é meu refugio,
meu sono é meu refugio, meus fantasmas se tornam irreais, por nem sonhos ter mais, pesadelo é isso aqui.


Onde estou, onde?

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