segunda-feira, 2 de agosto de 2010

insoluções transcritas.




sinto o peso da palavra em cada frase que escrevo.
vejo a noite como o inicio de um tormento,
onde no seu silêncio, é que se pronunciam,
 todos os sons, todas a vozes.
as que não calam, nunca calarão.
sussurros, gritos.
dores, segredos, medos.


agora parei, fechei os olhos, olhei para dentro,
mas não sentir o coração bater.
não encontrei nada além de um grande vazio.
...
eu poderia correr durante horas, 
se fosse necessário,
para fugir de algo que insiste em me seguir, 
mesmo ao infinito.
Já passou pela sua cabeça, que isso está dentro de você?


Se caso estiver, tentei arrancar de todas as formas,
mas é tão imponente, como uma espécie de carma, 
onde não percebi o inicio, e pouco vejo o fim.

Tapei os ouvidos para não ouvir o que tinham a me dizer,
fechei os olhos, quando o mais importante, era enxergar por onde,
e até parei de respirar, pro coração acelerar, e mandar notícias.
falhei inúmeras vezes, quando não falar, era a minha melhor opção.

e até virei inspiração; semelhanças não vão tão longe, afinal.
aprendi o valor do quente sangue nas veias. a entender o acaso.
a ouvir quem nunca imaginei que me pronunciaria a palavra.
a tentar não sentir, o que sinto. mesmo parecendo impossível.
subi o mais alto que pude, para ver o mais longe, além.
e meu caminho alterna, entre luz e trevas.
calmaria, desespero.

O tempo não passa, ele te acompanha, lado a lado, não ultrapassa,
tão pouco, passa despercebido.
você conta as horas, os minutos, que seja,
para que passe a vida 
e sem fim pareça, 
e nessa triste ilusão ela acaba,
e só assim, o medo.

Any Roux

1 comentários:

Gahx disse...

E você acredita se eu disser que, nos ultimos 4 dias eu venho entrando e lendo esse texto, e não consigo bolar nenhum comentário que eu ache bom o bastante pra postar?
ah...

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